Governo revê estatuto dos Diplomatas e aprova protocolo com municípios portugueses visando criação de empregos em Cabo Verde

Reunido nesta quinta-feira, 23, em Conselho de Ministros (CM), o Governo apreciou de entre outros diplomas, a proposta do decreto-lei que define o estatuto da carreira diplomática e o decreto que aprova o protocolo entre o Ministério das Finanças de Cabo Verde e vários municípios portugueses.

Conforme o Ministro dos Negócios Estrangeiros e

Comunidades, Luís Filipe Tavares, porta-voz do CM, relativamente ao primeiro decreto, a alteração do estatuto dos Diplomatas vem no sentido de dignificar e

criar condições que estes possam se adaptar aos novos tempos onde a incerteza e a imprevisibilidade se fazem bastante presentes, pois, segundo afirma o Ministro “a diplomacia é um leque muito importante do Estado de direito cabo-verdiano, nomeadamente, na atração de investimentos e no financiamento de projetos importantes para o nosso desenvolvimento”.

Em segundo lugar, o Ministro fez saber que também foi apreciado o decreto que aprova o protocolo entre o Ministério das Finanças de Cabo Verde e vários municípios portugueses da Marinha Grande, em Portugal, como o Município de Fundão, Vagos, Marinha Grande, a Câmara de Comércio e de Indústria de Aveiro e o Centro de Formação Profissional da Indústria Metalomecânica da Marinha Grande.

O objetivo é intensificar a formação profissional dos jovens cabo-verdianos e massificar o emprego jovem no país conforme Luís Filipe Tavares. “Nós prometemos criar, como sabem 9 mil empregos por ano, 45 mil durante a legislatura estamos perfeitamente a vontade para dizer que vamos cumprir rigorosamente aquilo que prometemos eu quero crer que vamos até criar um pouco mais de 45 mil postos de trabalho durante toda a legislatura”, afirmou.

Com o novo decreto o país vai ter novos centros de formação profissional na área de metalomecânica e da metalurgia, com apoio dessas organizações portuguesas.

Para além disso, o Governo vai reforçar os protocolos entre o Instituto de Emprego e Formação Profissional e o Instituto de Emprego Formação Profissional de Portugal para que haja o reconhecimento mútuo dos diplomas. “Quem estudar em Cabo Verde terá o reconhecimento do diploma em Portugal e quem estudar em Portugal vai ter o reconhecimento em Cabo Verde”, sustentou.

Este decreto-lei implica a vinda de quadros portugueses para formarem jovens em Cabo Verde e o envio de centenas de jovens para Portugal, para formações em áreas muito especiais que se estendem ao controlo numérico por computador, referenciado como sendo muito importante à maquinação industrial nos centros metalúrgicos dos mais modernos nas terras lusas.

Fonte: www.governo.cv